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Análise do Comportamento no Brasil

Breves considerações sobre a História da Análise do Comportamento no Brasil
Nadila Walter da Silva¹                                                                                   

O trajeto da Análise do Comportamento no Brasil ocorreu sob um contexto marcado pelo desenvolvimento de uma nova geração de psicólogos, num processo de progressivo esforço daqueles que encontraram na ciência do comportamento uma nova forma de conhecimento psicológico. O presente trabalho pretende traçar a história da Análise do Comportamento no Brasil, através de uma breve abordagem das contingências históricas que determinaram sua emancipação enquanto ciência.
O percurso da Análise do Comportamento no Brasil iniciou-se em 1961, quando o Professor Fred Simmon Keller, pioneiro em psicologia experimental nos Estados Unidos, chegou ao Brasil com o propósito de desenvolver atividades de ensino na Universidade de São Paulo. Ao final de seu título na Universidade de Columbia, onde havia lecionado por 26 anos, foi convidado a visitar a USP – Universidade de São Paulo, na qual teve a possibilidade de divulgar a Análise Experimental do Comportamento.
Segundo Matos (1996), a idéia do Professor Keller vir ao Brasil surgiu em 1959, quando Mirtes Rodrigues do Prado, ex-aluna na Universidade de Columbia, que naquele ano fazia parte da primeira turma do curso de Psicologia no Brasil ministrada na USP, escreveu uma carta convidando-o a ir para São Paulo como professor visitante.
Pouco tempo depois, o professor Paulo Sawaya, reforçou o convite oferecendo-lhe a possibilidade de ministrar uma cadeira de psicologia experimental na Universidade. ”Durante o ano de 1960, Sawaya, professor titular de fisiologia e então Diretor da Faculdade de Fisiologia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, efetivou essa possibilidade através de um convite formal ao professor Keller.” (Matos, 1996,p.107).
Em fevereiro de 1961, Keller foi recebido no aeroporto pelo próprio Sawaya, Professor Mario Guimarães Ferri, que seria seu sucessor no cargo de diretor, e a Professora Carolina Martuscelli Bori, assistente da Cadeira de Psicologia, já que naquele tempo não existiam os departamentos. No mesmo ano, Keller iniciou suas atividades na USP, onde ministrou o curso de psicologia experimental com conteúdo pragmático em Análise do Comportamento, acompanhado de exercícios práticos de laboratório. As aulas eram ministradas numa sala cedida pelo Departamento de Fisiologia e outra sala foi usada para a instalação do laboratório. Segue abaixo o documentário feito pela Revista de Psicologia Americana, que aponta algumas informações a respeito da vinda de Keller ao Brasil.
“Near the end of his Columbia tenure, he accepted an invitation to the University of the Sao Paulo in Brazil, as a visiting professor. With Fulbright Hayes support, he spent he year of 1961 in Brazil, introducing reinforcement theory to that country and working with a few outstanding pupils in research on animal learning (…)” (Journal of Psychology, 1977,p.69)

A chegada de Keller trouxe motivação e envolvimento aos profissionais e estudantes de psicologia na divulgação da nova ciência do comportamento, até então desconhecida no território Brasileiro. Seu papel atuante e significativo como representante do pensamento científico facilitou o início das atividades de laboratório, que logo com sua chegada, foram iniciadas.
De acordo com Rangé e Guillardi (2001), a professora Carolina Bori, que acompanhava de perto o trabalho de Keller, sugeriu ao Professor Rodolpho Azzi, já familiarizado com suas obras, a ajudá-lo em suas atividades no Laboratório, como também a aluna do quarto ano de Psicologia, Maria Amélia Matos. Ambos aceitaram o convite, iniciando o trabalho no Laboratório que contava com a participação ativa de Carolina Bori. Dessa forma, puderam organizar o conteúdo de ensino a ser utilizado no semestre seguinte.
Segundo Matos (1996), as aulas de Keller tiveram grande impacto na época, eram discutidos idéias e fatos, não somente propostas teóricas derivadas de outras tantas teorias, discutiam-se conceitos de comportamento animal, referente às suas aulas na Universidade de Columbia. A citação abaixo aponta a repercussão que suas aulas tiveram ao introduzir a Análise do Comportamento na USP:
“He trained the first group of Brazilian experimental psychologists. His influence lasted for a several generation and is still apparent. His initial group had a great impact on and was basically involved with the organization of the first postgraduate courses at the University of Sao Paulo (…)” (Ferreira, 1985,p.142)

O equipamento do laboratório de Análise Experimental do Comportamento era improvisado, uma caixa de condicionamento foi montada pelo próprio grupo, através de materiais rústicos. Keller contava com a dedicação e apoio de seus colaboradores para o desenvolvimento do laboratório. Sua preocupação maior era criar um ambiente propício para que seus ensinamentos fossem transmitidos de maneira clara, visando sempre à inter-relação dos fatos observados, de forma sistemática propunha formar novos analistas do comportamento que pudessem divulgar o conhecimento ali apreendido por todo o país. Matos (1996) relata na citação abaixo como as atividades no laboratório de Análise Experimental do Comportamento eram efetivadas pelo grupo:
“Rodolpho havia improvisado um pequeno laboratório didático com quatro ou cinco unidades de “caixa de Skinner”. E que na verdade funcionava muito bem. Adaptara, a uma das paredes de gaiolas comuns de passarinhos, placas de metal com uma perfuração redonda no meio. Por essa perfuração passava uma vareta de metal de cerca de 30 cm de comprimento, dobrada numa das extremidades como se fora um cabo de guarda-chuva. Cerca de 10 cm da extremidade reta da vareta entrava pela furação da placa de metal, enquanto a extremidade curva ficava do lado de fora da gaiola. Quando a parte da vareta (“a barra’”.) era deslocada para baixo, a parte curva deslocava-se para cima e batia na placa metálica produzindo um “barulho de bebedouro”. Trabalhávamos sempre em dupla: o examinador controlava as contingências, registrava o tempo e as respostas e dava “ordens ao bebedouro”(…)”. ( Matos, 1996,p.108)

Além do empenho da equipe em instalar o laboratório, os alunos também se esforçavam para acompanhar as aulas ministradas por Keller, já que eram em inglês e dispunham de pouco material bibliográfico.
Carolina Martuscelli Bori, além do seu papel imprescindível da divulgação do trabalho de Keller no Brasil, encaminhava projetos a FAPESP solicitando o apoio na produção de protótipos de equipamentos para o ensino da psicologia experimental. De forma a implantar o sonho do curso de graduação em psicologia que desenvolvessem atividades de laboratório.
Keller, sempre preocupado em instruir corretamente os técnicos Brasileiros, convidou sua equipe, nomeado por ele de “Old Gang”, sendo esses: Rodolpho, Carolina, Maria Amélia, Maria Inês e Dora, que também eram alunas do curso de Psicologia, a fazer um Doutorado nos Estados Unidos da América. Seu objetivo era ampliar a bagagem teórica dos mesmos para que futuramente fossem peças fundamentais na divulgação da Análise do Comportamento no Brasil. Em Julho de 1962, Maria Inês, Dora e Maria Amélia partiram para o respectivo país, como descrito na citação abaixo:
“Ao fim da nossa estada na USP, algumas coisas tinham sido realizadas. Dois estudos cooperativos foram completados e várias pesquisas novas foram planejadas. Três alunos preparavam-se para estudar nos Estados Unidos, e eu estava pensando em algum psicólogo que pudesse continuar a desenvolver o nosso programa experimental. (…)” (Keller, 1996.p.8)

Antes de retornar aos Estados Unidos o Professor keller convenceu a USP a convidar Gilmour Sherman, seu colega na Universidade de Columbia, a continuar seus trabalhos na universidade. Em 1962, Sherman o substitui, sua chegada ao Brasil dá um novo impulso ao laboratório experimental.
Segundo Keller (1996), no mesmo ano de 1962, Darcy Ribeiro, antropólogo social e educador, convidou Carolina Bori a chefiar o novo Departamento de Psicologia na Universidade de Brasília, Carolina teria a permissão para selecionar sua própria equipe de trabalho, para comprar livros e equipamentos de laboratório e autonomia para escolher o método de instrução mais adequado. Carolina contou com o apoio de Rodolpho e Sherman para a preparação de seu projeto.
O novo programa do Departamento de Psicologia em Brasília tinha como intuito criar uma nova universidade que se diferenciasse das tradicionais brasileiras, dessa forma, Carolina e seu grupo (Rodolpho e Sherman) foram para os EUA para comprar livros, equipamentos de laboratório e discutir o futuro do programa para a Universidade de Brasília. Através de varias discussões com a participação do professor keller, o mesmo foi convidado a desenvolver o Departamento de Psicologia em Brasília, no qual tinha “carta branca” para atuar com autonomia em cada aspecto do projeto. Dessa forma, concordaram em introduzir um método de instrução revolucionário, que os possibilitassem refletir melhor os novos desenvolvimentos na ciência do comportamento. O projeto foi adiado devido ao golpe militar de 1964, onde Darcy Ribeiro foi afastado da universidade, professores foram demitidos e outros renunciaram.
Depois de uma série de eventos relacionados ao golpe militar, Carolina e seu grupo chegaram a Brasília, com o intuito de formar o novo departamento e preparar a didática acadêmica para o próximo período letivo. Para isso, contaram com a participação de estudantes da Universidade de São Paulo, entre eles: João Cláudio Todorov, Luiz Otávio Seixas de Queiroz, Rachel Rodrigues e Mário Guidi, além de Luiz Marcelino de Oliveira que já estava em Brasília.
O programa de ensino na Universidade de Brasília, coordenado por Rodolfo Azzi e Carolina Bori, contava com a participação de 50 alunos do curso introdutório de Psicologia, foi entusiasticamente recebido pelos alunos e pela administração da Universidade. O projeto de Brasília permitia aos estudantes construírem por eles mesmos seus currículos, avançando dentro do curso á que velocidade que preferissem. Baseado num esquema de reforço e dependência entre professores e alunos, visando uma melhor compreensão do curso numa forma interativa de ensino. Pode observar na citação abaixo a apresentação do novo sistema de ensino feita por Rodolfo Azzi a primeira turma de psicologia a adotar o projeto:
“This course will not have obligatory classes, but will consist f a series of tasks (reading and laboratory assignments) that must be carried out successfully before the course is over…We do not offer you a course of pre-determined length…There will be great flexibility with respect to the calendar, as well as the elimination of an examination at its end. Each student is to demonstrate command of what has been studied, following every step or lesson of the course. It will not be possible to go ahead until the prior tasks have been completed.”(Keller, 1994,p.115)

O novo programa de ensino foi usado com sucesso por dois semestres, devido a sua eficácia outros departamentos demonstraram interesse em utilizá-lo, porém o projeto foi frustrado por uma enorme crise na universidade que culminou com o afastamento de mais de 200 professores. Sendo assim, a nova direção e equipe de professores diferentes que não quiseram dar continuidade ao projeto.
Keller e Sherman tiveram que retornar aos Estados Unidos antes mesmo que o curso fosse iniciado. Em fevereiro de 1965, eles adaptaram a versão do Projeto de Brasília na Arizona State University, dando ao projeto o nome de Personalized System of Instruction – PSI.
De acordo com Keller (1994) a superioridade do projeto em termos de conteúdo foi reconhecida pela Reunião da América Psychological Association (APA), Chicago, ampliando ainda mais a divulgação do trabalho. Keller e Sherman tornaram-se missionários e promotores do plano, divulgavam o projeto através de palestras e divulgações de trabalho com descrições dos resultados apresentados, influenciando os demais profissionais a se apropriarem do mesmo.
“(…) Sherman and I gave many speeches on the plan and wrote a number of papers describing our results. Our reports led a number of other teachers to try out the system, always with good results if they followed our prescription. Not only in psychology courses, but in many other disciplines, and promoters of the plan.”(Keller, 1994,p.116)

Ao longo dos anos, o professor Keller continuou lutando para que o método fosse aplicado como uma nova forma de aprendizagem nas instituições educacionais. Apesar das burocracias educacionais, manteve o sonho de levar o programa de planejamento de contingências para o ensino, o mesmo via o PSI como uma mudança necessária ao sistema educacional.
Carolina Bori e Maria Inês Rocha ocuparam-se em divulgar o programa PSI no Brasil. Maria Inês havia trabalhado com Charles ferster no Institute for Behavior Research e levara a adaptação que ele fizera para o departamento de física da USP.
Carolina Bori deu ao Personalized System of Instruction – PSI um novo e diferente rumo, onde implantou o plano de análise de contingências na programação de ensino, aplicava os princípios da Análise do Comportamento a contingências envolvidas no ensinar e aprender.
“Gradualmente o ensino de Psicologia Experimental tornou-se quase que sinônimo de ensino de Analise Experimental do comportamento e espalhou-se por todo o país; O sistema Individualizado de ensino tornou-se a maneira tradicional de ensinar nestes cursos e muitos foram realizados por orientados de Carolina para investigar aspectos específicos dessa técnica.” (Matos, 1996, p.110)

Rangé e Guilhard (2001) assinala que no estado de São Paulo, Carolina já havia iniciado na USP junto com Mário Guide o desenvolvimento do programa de pós-graduação em Psicologia Experimental, ao mesmo tempo encorajados pela mesma, uma grupo de Professores da PUC/SP ( Maria do Carmo Guedes, Luis Otávio de Seixas Queiroz, Hélio Guilhard, José Ernesto Bolonha) dedicaram-se a desenvolver um programa de treinamento em modificação de comportamento que se dedicasse a formação em pesquisa básica e aplicada a Análise do Comportamento.Em 1966, Luís Octávio fundou em Campinas a primeira clínica de Modificação do Comportamento no Brasil.Em 1969, a professora Rachel Kerbauy,ex-aluna de Sherman, iniciou o curso na Sedes Sapientiae, divulgando a Análise Experimental do Comportamento na Faculdade de Filosofia e Ciências e letras Sedes Sapientiae.
O curso de pós-graduação em psicologia experimental na USP abriu espaço, para que vários profissionais utilizassem dos princípios da Análise do Comportamento em investigações clínicas e pedagógicas.
Convênios com o Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura – IBECC levou a produção de equipamentos nacionais utilizados no laboratório de Análise Experimental do Comportamento. A passagem de Carolina Bori ao Centro Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal para a Formação Profissional-CENAFOR garantiu a divulgação da Análise do Comportamento a outros profissionais. Expandindo o repertório que deu inicio a nova geração de analistas do comportamento no Brasil.
A organização e a representação da comunidade científica da Análise do Comportamento no Brasil foi se ampliando, dado ao enorme crescimento e participação dos analistas do comportamento na psicologia do Brasil. Em 1970, foi fundado a Sociedade Brasileira de Psicologia-SBP, sendo que esta tinha seus frutos na Sociedade de Psicologia de Ribeirão Preto. Foi criada também a Associação de Modificação de Comportamento-AMC, que teve importante papel na divulgação de trabalhos e pesquisas dos analistas do comportamento, porém esta se restringia somente a São Paulo.
Dado a vasta atuação da AMC, foi criada a Associação Brasileira de Análise do Comportamento, que tinha o objetivo ampliar sua atuação em todo o território nacional. Essa associação ocupava-se na divulgação de pesquisas, aplicações tecnológicas, decorrências sociais do conhecimento sobre o comportamento e sobre os processos de sua criação ou modificação. Porém, foi extinta devido a contingências desfavoráveis, não se sabe exatamente quais, na administração e presidência dessa associação.
Com o passar dos anos uma nova mobilização em torno da criação de uma associação na mesma área deu inicio a Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental-ABPMC. Fundada em quatro de fevereiro de 1991, a ABPMC amplia o campo de conhecimento em Análise do Comportamento, expandindo o repertório de divulgação de pesquisas e atuação profissional. A ABPMC configura-se como sede de encontro dos analistas do comportamento no Brasil.
“O repertorio da Analise do Comportamento no Brasil foi se expandindo, contingências favoráveis a sua atuação marcam os anos seguintes de sua trajetória, Novos cursos de pos graduação foram criados em todo o país.” Um sólido curso de pós-graduação, com uma forte ênfase em analise do Comportamento, existia na universidade de São Paulo desde 1970. Outros foram criados, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP,em 1972,e na Universidade de Brasília, em 1974. Um excelente mestrado em Educação Especial passou a ser oferecido na Universidade Federal do Para em 1987. Cursos de especialização em Analise do Comportamento passaram a ser oferecidos regularmente na Universidade Estadual de Londrina, PR, e na Universidade de Caxias do Sul, RS. (…)” (Matos ,1996,p.110)

         A intensa atuação e representação de Keller na divulgação da Análise do Comportamento no Brasil, na conquista de inúmeros discípulos ao longo de sua trajetória no país, além do papel marcante de Carolina Bori na divulgação de seu trabalho, fizeram com que ambos tornassem mestres da comunidade de analistas do comportamento no país. Dado o significante desempenho de seus seguidores na divulgação da nova forma de pensar acerca do comportamento humano. Cabe dizer que o percurso histórico da Análise do Comportamento no Brasil foi marcado por um contexto de esforço, luta e dedicação daqueles que encontraram na ciência do comportamento contingências que os possibilitaram uma atuação humana, consciente e ativa em prol da compreensão do comportamento humano.

Referências:

Bori, C.M (1996). Chapers in The Life of Fred S.Keller. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 12(3), 189-190.

Ferreira, M.C.R. (1985).The study of Behavioral Development in Brazil: Comtemporary Research, Teaching and pratice. Internationl Journal of Behavior Development, 8(2), 39-151.Recuperado em 5 de abril, 2008, de:http://jbd.sagepub.com.

Hangé,B. & Guillard,H.(2001). História da Psicoterapia Comportamental e Cognitiva no Brasil. Psicoterapia Comportamental e Cognitiva: Pesquisa, Prática, Aplicações e Problemas, 1(1), 56-67.

Keller,F. S.(1996) .What happened to the Brasília Plan in The United States?.Psicologia: Teoria e Pesquisa, 12(2), 115-119.

 Keller, F. S. (1996). Imagens da vida de Um Professor. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 12(1), 005-010.

Matos, M. A. (1996). Contingências para a Análise do Comportamental no Brasil: Fred S.Keller. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 12(2), 107-111.

Pessotti, I. (1996). Fred Keller: Um Mestre, Meu Mestre. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 12(1), 001-002.

American Psychology (1971).Distinguished Contribution for Applications in Psychology Award for 1976, 26(1), 91-95.Recuperado em 7 de abril, 2008, de: http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=psyh&AN=2005-10019-009&site=ehost-live.

¹Graduanda do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.